Construir com placas de madeira OSB gera menos CO² Imprimir E-mail

lp.jpgA preocupação com a sustentabilidade é uma das premissas da chamada Construção Energitérmica Sustentável (CES), tradicional em países como Chile, Estados Unidos e Canadá, e que vem sendo difundida no Brasil pela indústria de placas OSB LP Brasil, de Ponta Grossa (PR). Um estudo que acaba de ser divulgado pela Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) mostra que construir nesse sistema reduz a emissão de CO² na atmosfera em até 73% quando comparado à construção em alvenaria. A principal característica desse sistema é o uso de estrutura de perfis leves de aço ou de madeira, contraventadas com placas estruturais de OSB.

O Relatório de Inventário de emissões de gases estufa foi realizado em uma casa popular de 40m² construída com placas LP OSB Home. O estudo mostra ainda que para construir essa casa em alvenaria seriam necessárias 48 árvores. Se o sistema escolhido for o CES com perfis de aço seriam preservadas 28 árvores e com perfis de madeira, 52. De acordo com o documento divulgado pela UTFPR, foram analisadas a energia embutida em cada material e a porcentagem de consumo de fontes primárias de energia para produzir os materiais empregados nas construções. O estudo também considerou o total de emissões dos três modelos - com perfis de madeira, com perfis de aço e alvenaria -, o que é consumido na fundação, a estrutura principal, vedações e cobertura. A pesquisa foi coordenada pelo professor Eloy Fassy Casagrande Junior.

Para o diretor da divisão CES da LP Brasil, Rubens Campos, o resultado da pesquisa comprovou as características que dão nome ao sistema e soma-se a outros fatores positivos. "Uma obra em CES gera menos de 1% de resíduos, por exemplo. Além disso, há uma redução no consumo de energia durante a obra e também com o imóvel pronto, já que os materiais utilizados garantem melhor qualidade térmica e acústica.

Mercado
A LP Brasil, com uma planta de OSB em Ponta Grossa, comercializa no Brasil todos os componentes para esse tipo de construção, que incluem revestimentos internos e externos, membranas, telhas e vigas. De acordo com Campos, esse modelo construtivo é uma das alternativas para atender de maneira mais rápida o problema habitacional no país. "A rapidez, o excelente custo benefício com fidelidade orçamentária e a qualidade das obras são grandes atrativos para as construtoras", explica. O sistema permite uma construção de até cinco pavimentos e é adaptável a qualquer arquitetura.

Para o diretor da Cetro Trading, Luciano Paixão, do Rio Grande do Sul, a fácil adaptação dos projetos arquitetônicos e o menor tempo do retorno de investimento são características significativas para as construtoras optarem pelo sistema. Essa opinião também é compartilhada pelo diretor da Tecverde, Caio Bonatto, do Paraná. "As vantagens estão no prazo, no maior giro de obras e no preço final, já que conseguimos garantir aos clientes um preço fechado com a certeza de que não teremos prejuízo dentro dessa proposta", garante Bonatto.

Companhias de habitação popular estão atentas a essa tecnologia. Em São Paulo, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) construiu algumas casas populares nesse modelo que estão sendo testadas. Já no Paraná, uma equipe da Cohapar conheceu, recentemente, a experiência chilena em condomínios de habitações sociais.